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Diretor de Fiscalização do Bacen destaca papel das cooperativas dentro do crédito

O diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Meirelles, afirmou, nesta quinta-feira, 6, que o fortalecimento do sistema cooperativo de crédito “promoverá uma maior participação do segmento no sistema financeiro nacional”. “Em decorrência de sua incontestável contribuição para o desenvolvimento econômico nacional e para o processo de inclusão financeira, é imperativo zelarmos pela viabilidade econômico-financeira das cooperativas”, comentou o diretor do BC.

O diretor do BC participou da abertura de seminário sobre Regulação e Supervisão de Cooperativas de Crédito na América Latina e Caribe, no prédio do banco na Avenida Paulista, em São Paulo. Segundo ele, as cooperativas brasileiras atendem atualmente aproximadamente seis milhões de cooperados, dos quais quase um milhão e meio possuem operações de crédito ativas.

Recente pesquisa feita pelo BC com cooperados, de acordo com Meirelles, demonstrou que a carteira de crédito ativa representava mais de US$ 15 milhões com valor médio de US$ 10 mil. O estudo mostrou ainda que quase 30% dos cooperados não têm relacionamento com outro tipo de instituição financeira que não a cooperativa.

“Se por um lado (os números) denotam a importância das cooperativas de crédito para a eficiência e para o bom funcionamento do sistema financeiro, por outro revelam potencial de crescimento ainda muito grande a ser explorado, visto que atualmente o segmento representa cerca de 2% do crédito do sistema financeiro nacional”, concluiu o diretor de Fiscalização do BC.

Meirelles ressaltou que é grande o desafio de regular e supervisionar as cooperativas de crédito. Entre as razões, ele citou o fato de ser este um ambiente “bastante pulverizado”. Ele citou a adoção do Regime Prudencial Simplificado no Brasil, que “teve um grande impacto na redução de custo de observância das cooperativas e do próprio supervisor”, avaliou.

“Ainda no campo das inovações legais e normativas podemos também citar uma modernização do marco legal do sistema, representada pela Lei Complementar 130 de 2009, que estabeleceu avanços significativos no desenvolvimento sustentado no cooperativismo no Brasil.”

Segundo o diretor do BC, algumas inovações previstas na LC 130/2009 estão em níveis avançado de discussão e implementação, como Fundo Garantidor de Cooperativas. O processo de supervisão do sistema nacional de crédito cooperativo, segundo Anthero Meirelles, é estruturado no País “de maneira a aliar as atividades da supervisão auxiliar exercida pelos sistemas cooperativos e a supervisão do BC”.

Fonte: AE